Quem quer ir pro espaço?

A empresa Virgin anunciou que testes com a nave que irá fazer voos espaciais comerciais começarão ainda em 2012 e que quase 500 clientes já pagaram os US$ 200 mil pela viagem.

Turistas espaciais verão a Terra desta altitude (Foto: Divulgação)

A Virgin Galactic, parte do Virgin Group de Richard Branson, planeja realizar um voo de teste de sua primeira nave espacial fora da atmosfera terrestre neste ano, e o serviço comercial de passageiros em voos suborbitais deve ser iniciado em 2013 ou 2014, disseram executivos da empresa na segunda-feira (27).

  Quase 500 clientes já garantiram lugar nos voos do SpaceShipTwo, uma espaçonave que acomoda seis passageiros e dois pilotos e está sendo construída e testada pela Scaled Composites, companhia aerospacial fundada pelo projetista aeronáutico Burt Rutan mas agora controlada pela Northrop Grumman.

Os voos suborbitais, que custarão US$ 200 mil por passageiro, devem atingir altitude de 109 quilômetros, o que propiciará aos viajantes alguns minutos de gravidade zero e permitirá que vejam a Terra tendo como fundo a escuridão do espaço.

“Na área suborbital, existe muito a ser feito. Trata-se de uma área que não foi explorada nas últimas quatro décadas”, disse Neil Armstrong, que era pioloto de teste do avião de pesquisa X-15 nos anos 60 antes de se tornar astronauta e liderar a primeira missão a pousar na Lua.

  “Há muita oportunidade”, disse Armstrong aos 400 participantes da Next-Generation Suborbital Researchers Conference, em Palo Alto, Califórnia. “Espero que algumas das novas abordagens venham a se provar lucrativas e úteis. E estou seguro de que isso acontecerá”.

A Virgin Galactic é a mais visível entre as empresas que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.

O SpaceShipTwo, o primeiro aparelho na frota de cinco espaçonaves que a Virgin planeja, já completou 31 testes de voo na atmosfera — 15 deles atrelados ao WhiteKnightTwo, o avião que o transporta, e 16 em voo planado- disse William Pomerantz, vice-presidente de projetos especiais da Virgin Galactic, em palestra na conferência.

SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço (Foto: Divulgação)

Os preparativos para os primeiros voos propelidos por foguete estão em curso no centro de montagem da Scaled Composites em Mojave, Califórnia, e o teste inicial deve acontecer neste ano.

  “Esperamos instalar o motor-foguete na espaçonave ainda neste ano, e começar os testes com autopropulsão”, disse David Mackay, chefe dos pilotos de teste da Virgin Galactic, durante a conferência.

“Gostaríamos de ser os primeiros a fazê-lo, mas não estamos correndo contra ninguém. Não se trata de uma corrida espacial como a ocorrida na era da Guerra Fria”, acrescentou.

“O intervalo entre o primeiro voo com motor e o primeiro voo espacial não será longo, e de lá para o primeiro voo comercial ao espaço tampouco deve haver muita demora”, disse Pomerantz a jornalistas, mais tarde.

Ele disse que os serviços de passageiros começariam em 2013 ou 2014, a depender dos resultados dos testes de voo e outros fatores, tais como o treinamento de pilotos.

Se estiver interessado poderá, fazendo o pagamento, entrar nesta lista tão esperada! ;)

Fonte: G1

Os óculos que poderiam mudar nossa visão da realidade

Há muito tempo que se fala de realidade aumentada, que nada mais é que acrescentar camadas de informação extraídas da internet à realidade com a qual nos deparamos.

Segundo os especialistas, esta tecnologia pode ter no futuro uma infinidade de utilidades – desde nos ensinar a consertar o motor de um avião a ver legendas em tempo real se alguém fala conosco em chinês, por exemplo.

Mas ainda que a proliferação dos smartphones nos últimos anos tenha nos permitido vislumbrar do que se trata a realidade aumentada, ainda não apareceu uma tecnologia que a faça deixar de ser uma simples curiosidade para entretenimento e que não nos obrigue a tirar o aparelho do bolso a todo momento.

Talvez por isso que a Google está movendo grande parte de seu músculo criativo para o desenvolvimento de óculos de realidade aumentada. O produto final ainda é um mistério, mas já vem gerando uma onda de rumores no mundo tecnológico.

Segredo

A última informação sobre os óculos da Google foi publicada em um blog do diário americano The New York Times, onde se afirmava que os óculos poderiam ser colocados à venda até o final do ano a um preço entre US$ 250 e US$ 600.

Segundo o blog, empregados da companhia informaram em condição de anonimato que o dispositivo terá uma câmera de baixa resolução para coletar imagens que seriam comparadas com os dados online.

Também seriam incorporados sensores de movimento e sistemas de posicionamento global (GPS).

Outro meio americano também publicou que a Google teria investido US$ 120 milhões em instalações para testar a “precisão de uma tecnologia ótica”.

Até agora, a empresa não confirmou nenhum dos rumores sobre os óculos de realidade aumentada.

O projeto está sendo desenvolvido em total segredo pelo Google X, o laboratório para assuntos “top secret” localizado na sede da companhia.

E a Google não é a única, já que também se comenta sobre um outro dispositivo portátil de realidade aumentada em desenvolvimento pela Apple.

Neste caso, seria algo parecido ao iPod Nano de pulseira, mas feito com cristal flexível. O usuário se comunicaria com o aparelho por meio do assistente virtual da Apple, o software Siri.

Curiosidade e entretenimento

Desde 2008 que os usuários já contam com aplicações de smartphones que permitem vislumbrar as possibilidades que a realidade virtual oferece.

Apesar disso, a tecnologia ainda é apenas uma curiosidade ou um entretenimento e raramente algo realmente prático e cotidiano.

Mas com a aparição da computação de nuvem e o aumento das velocidades de transmissão de dados, os especialistas preveem um futuro brilhante para a realidade aumentada.

Estima-se que seu uso poderia se estender a âmbitos tão diversos como a educação, a publicidade, a arquitetura, a indústria ou a medicina cirúrgica.

“Colocar camadas de informação adicionais sobre a realidade é notavelmente útil”, afirmou à BBC Claudio Feijoo, subdiretor de investigação do centro de pesquisas e desenvolvimento da Universidad Politécnica de Madrid (CeDInt).

“Imagine que alguém tenha que reparar o motor de um avião. (Com a realidade aumentada) poderá saber como se chama cada peça. Também não é a mesma coisa que te ensinem numa lousa ou que possa ver algo e interagir”, comentou.

Numa cidade, acrescenta ele, “alguém perdido pode colocar os óculos e eles indicarão como se chamam as ruas”.

Realidade aumentada “auditiva”

Agora os pesquisadores já apontam para além da realidade aumentada “visual”, e já se fala da realidade aumentada “auditiva”. 

É o caso de Jordi Janer, que explora o modo de incorporar elementos sonoros de realidade aumentada na Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.

“Nós estamos tentando desenvolver sistemas de áudio com realidade aumentada. Escutar mais cosas do que escutamos”, explicou.

Isso criaria, por exemplo, a possibilidade de ir a um concerto e poder escutar mais um instrumento que outro, ou estar em um ambiente com música alta e poder “subir o volume” de nosso interlocutor.

Também se estuda incorporar sons a elementos “reais” armazenados na internet. Isso permitiria, por exemplo, um Google Street View no qual se pudesse escutar o barulho dos carros e das pessoas ao passar.

Muito interessante, não é mesmo?

Fonte: BBC Brasil

Novo e exótico planeta aquático é descoberto

Uma nova classe de planetas surgiu: um tipo incomum, que não é rochoso, gasoso ou congelado.

Ilustração artística do planeta orbitando sua estrela (Foto: Divulgação)

O planeta é o GJ 1214b, descoberto em 2009, e agora revelado como super úmido e com atmosfera rica em água. Mas não é um mundo aquático no sentido de oceanos por todo lado: cientistas suspeitam que o interior dele seja preenchido com alguma versão exótica, pressurizada, de H2O líquida, de um modo nunca visto na Terra.

O planeta é apenas 6,5 vezes mais massivo do que a Terra, e cerca de 2,7 vezes maior em diâmetro. Ele circula uma estrela pequena, a cerca de 42 anos-luz de distância de nós.

“É algo muito excitante que não temos em nosso sistema solar”, afirma Lisa Kaltenegger, de Harvard. “E é um quebra-cabeça divertido tentar entender do que a atmosfera daquele planeta é formada”.

Os astrônomos conseguiram os últimos detalhes usando a câmera do Hubble, da NASA. Não é a primeira vez que o GJ 1214b é sondado, mas o novo estudo confirma e melhora algumas observações anteriores.

Conforme o planeta passava pela frente de sua estrela, a equipe conseguiu estudar sua atmosfera através de vários comprimentos de infravermelho, e a partir daí estimar a composição do planeta – um mistério, devido a sua baixa densidade. A atmosfera é composta pelo menos 50% de água e está provavelmente perto da superfície.

No interior, seria algo como grandes moléculas de água ao invés de rochas. Mas não é água nos estados familiares de congelada ou líquida.

“Nós não estamos falando nem de um núcleo congelado com gelo comum ou um oceano de água líquida”, afirma um dos cientistas. “Estamos descobrindo estranhos estados da matéria ao descrever isso”, diz.

Fontes: ScienceNews e Hypescience

O que aconteceria se a Lua desaparecesse?

Veja estas curiosidades

Foi no dia 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do Apollo 11 no solo lunar. Duas horas após a chegada, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua. Até hoje, há quem duvide desse feito dos americanos, mas a verdade é que a Lua sempre despertou curiosidades.

Foto: Getty Images

Como é formada a superfície do único satélite natural da Terra? A Lua influencia no corte de cabelo? Os lobos só uivam para a Lua cheia? O que aconteceria se o nosso satélite desaparecesse? Confira as respostas de especialistas para estas e outras curiosidades.

A Lua influencia no corte de cabelo?

Foto: AFP

Segundo o professor Enos Picazzio, do departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP), não há nenhuma prova científica de que a Lua influencie no corte de cabelo. “Se influenciasse positivamente, evitando queda ou fazendo crescer cabelo, não haveria astrônomos calvos”, brinca o professor.

O dermatologista Paulo Zubaran, especializado em medicina estética e tricologia, explica que esse mito surgiu no passado. “As pessoas formularam o seguinte pensamento: se o corpo humano é constituído por 70% de água, por que não poderia sofrer também a mesma influência que a Lua exerce sobre as marés?”. A associação é errada, pois a influência deste astro sobre as marés é devida à força gravitacional, que, por ser ínfima, só se percebe quando uma massa muito grande – como os oceanos – está envolvida. Conclusão: independentemente do dia em que você corte, seu cabelo seguirá crescendo cerca de 1 cm por mês.

Como a Lua influencia nas marés?

Foto: Getty Images

Com a sua força gravitacional, a Lua “puxa” os oceanos em sua direção. Essa força tem a ver com a massa dos corpos e a distância entre eles. Quanto maior e mais perto, maior a força. O Sol também afeta as marés, mas menos, já que está mais longe da Terra do que a Lua. As marés mais altas ocorrem quando Sol e Lua estão do mesmo lado da Terra, somando as suas forças.

Do que é feita a superfície da Lua?

Foto: AFP

A superfície lunar é basicamente constituída de rocha e recoberta por poeira fina. Os continentes são as regiões claras e brilhantes, que podem ser vistas a olho nu da Terra. Segundo o professor Enos Picazzio, da USP, eles são compostos essencialmente de rochas ricas em silicatos e são bastante acidentados, com depressões, enrugamentos e crateras de impacto.

Já os mares, que não possuem água, são regiões mais escuras e planas, ricas em basalto (rocha resultante de vulcanismo ocorrido no passado, já que, atualmente não há vulcanismo na Lua).

Os lobos só uivam para a Lua cheia?

Foto: Getty Images

Não, os lobos não uivam para a Lua. Aparentemente, o motivo para fazermos essa associação, destaca Carlos Camargo Alberts, professor de Zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é porque eles ficam mais ativos durante a Lua cheia. “Essa maior atividade, no entanto, não tem a ver com a caçada, já que na luminosidade mais intensa da Lua cheia, as presas do lobo podem percebê-los mais cedo”, explica. Portanto, a Lua cheia acaba sendo um período de fome para os lobos e a maioria dos outros predadores noturnos.

Entre outras motivações, os lobos uivam para renovar os laços sociais dentro da alcateia. “Quando um lobo começa a uivar, outros membros do grupo se aproximam”, observa Alberts. Outra função do uivo é usá-lo para reencontrar o bando por meio do som.

Por que, às vezes, a Lua aparece de dia?

Foto: Getty Images

Como a Lua não tem luz própria, só a vemos quando está iluminada pelo Sol. Conforme ela se move ao redor da Terra, vai ficando mais ou menos iluminada para nós. É o que chamamos de fases da Lua, explica a professora do departamento de Astronomia da UFRGS. A fase em que mais vemos nosso satélite durante o dia é na quarto-crescente, quando 50% da sua superfície está iluminada para quem a vê da Terra. Neste período, ela nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite. Na fase nova, ela também fica suas 12 horas acima do horizonte durante o dia (das 6h às 18h). Contudo, como neste momento a posição da Lua é entre o Sol e a Terra, sua face voltada para o planeta não está iluminada, portanto, não a vemos, nem à noite nem de dia.

Na fase cheia, a Lua nasce quando o Sol se põe, por volta das 18h, ou seja, já está anoitecendo quando ela surge no horizonte. No início desta fase, a Lua se põe às 6h. “A cada dia a Lua nasce 48 minutos mais tarde. Uma semana depois da cheia, quando chega na fase quarto-minguante, ela nasce mais ou menos à meia-noite. Quando o sol estiver nascendo, ela ainda vai estar no céu, e a gente vai poder vê-la até meio-dia”, esclarece a professora.

O que é um eclipse lunar?

Foto: AFP

É um fenômeno que ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, e esta última é encoberta total ou parcialmente pela sombra do nosso planeta. Isso ocorre apenas na fase de Lua cheia e quando Lua, Terra e Sol estão quase alinhados, explica o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP).

O que aconteceria se a Lua desaparecesse?

Foto: AFP

Dentre as possíveis consequências, o professor Enos Picazzio destaca duas: mudanças climáticas e no ecossistema marinho. “As estações sazonais são consequência da inclinação do eixo de rotação da Terra. Se essa inclinação variar, o ciclo sazonal muda, alterando as zonas climáticas e provocando longos períodos de glaciação nos hemisférios”, explica. Como a Lua influencia as marés, seu desaparecimento afetaria a vida marinha.

“A circulação de correntes marinhas arrasta pequenos organismos vivos, como o plâncton, fundamentais na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos”, afirma o professor.

A lua da Terra tem um nome próprio, como as luas de outros planetas?

Foto: Nasa

O nome próprio do satélite da Terra é Lua, por isso deve ser escrito em maiúsculo. Segundo o professor Enos Picazzio, tornou-se comum usar “lua” como sinônimo de satélite natural, mas isso deve ser evitado. “Muitos fazem essa associação, mas é bom evitar. Imagine alguém ouvindo a frase ‘a lua da Terra é a Lua’. Parece declaração de doido! Para uma criança, isso é grave porque ela vai se confundir”, comenta o professor do Departamento de Astronomia do IGA-USP.

Quanto maior a massa do planeta, maior será sua família de satélites. Enquanto a Terra tem apenas um satélite natural, Mercúrio e Vênus não têm nenhum. Marte tem dois: Fobos e Deimos. Já Júpiter tem 63, sendo que o maior é Ganímedes (que é maior que o planeta Mercúrio).

A Lua pode ser vista de outros planetas?

Foto: Getty Images

Sim, mas de acordo com o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do IGA-USP, de Marte em diante, é necessário o uso de telescópio. De Mercúrio e Vênus é possível vê-la a olho nu.

Por que o homem não voltou mais para a Lua?

Foram seis missões de pouso na Lua, todas do programa americano Apollo (Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17), que durou de 1968 a 1972. Desde então, optou-se por enviar sondas espaciais. “Além de serem mais baratas e evitarem risco de vida humana, as sondas permitem a observação global do satélite”, explica o professor Enos Picazzio.

Foto: Divulgação

Foi em 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do módulo lunar da Apollo 11, batizado de Eagle, no solo de nosso satélite. Duas horas após o pouso, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua, seguido por seu companheiro Edwin Aldrin. Posteriormente, outros 10 astronautas pisaram na Lua.

Interessante, não é?

Fonte: Portal Terra

Por pimpaobrinquedos Postado em Espaço

Tratamento mata o câncer sem efeitos colaterais

Técnica usa luz infravermelha para eliminar os tumores sem afetar as células sadias do organismo.

Foto: Divulgação

Além de difícil, tratar o câncer também é sofrido: as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes. Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injeção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos? Parece até mágica, mas está se tornando realidade. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA desenvolveram uma nova técnica, a fotoimunoterapia, que utiliza raios de luz infravermelha (invisível a olho nu) para destruir tumores.

Funciona assim. Primeiro o paciente recebe uma injeção com versões modificadas dos anticorpos HER2, EGFR ou PSMA, que têm a capacidade de “grudar” nas células cancerosas. Sozinhos, eles não fazem nada contra o tumor. Só que esses anticorpos são turbinados com uma molécula chamada IR700 – é a microbomba que irá destruir o câncer. Em seguida, o paciente recebe raios infravermelhos emitidos por uma máquina. Eles penetram no corpo e chegam até a IR700, que é ativada e libera uma substância que ataca a célula cancerosa. Ou seja: é como se fosse uma microquimioterapia, que só mata o tumor e não afeta as células sadias.

Testes em camundongos de laboratório tiveram resultados animadores: o tratamento se mostrou eficaz contra tumores de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata. “Acreditamos que esse método tenha potencial para substituir vários tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgia”, diz Hisataka Kobayashi, líder do estudo.

Fonte: Super Abril

Chip-farmácia

Biochip implantável libera medicamentos automaticamente

A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa afirma trabalhar em uma versão para 400 doses. (Imagem: Farra et al./Science/AAAS)

Pacientes com osteoporose logo poderão trocar as injeções diárias por um biochip implantável.

Essa verdadeira “farmácia em um chip” libera os medicamentos por meio de um controle remoto externo, ou de forma programada.

O primeiro teste em humanos do biochip implantável e controlado remotamente foi realizado com sucesso na Dinamarca.

“Os pacientes não vão mais precisar se lembrar de tomar os medicamentos, e não vão mais passar pela dor de tomar múltiplas injeções,” afirmou o Dr. Robert Farra, do MIT, que desenvolveu a tecnologia com colegas de várias outras universidades.

Apesar de ter sido testado em pacientes com osteoporose, o aparelho poderá ser usado também em outras doenças crônicas, como esclerose múltiplas, doenças cardíacas ou mesmo câncer.

Medicamento automatizado

Ao contrário da maioria dos outros dispositivos de aplicação automática de medicamentos, que liberam pequenas doses continuamente ao longo do tempo, o biochip libera o remédio quando recebe o comando do sistema de controle externo, que opera sem fios.

O corpo das pacientes desenvolveu uma membrana que recobriu todo o biochip implantado. Mesmo assim, os resultados foram positivos. (Imagem: M. Scott Brauer/MIT)

Ao receber o comando, o implante libera rapidamente o medicamento na corrente sanguínea.

Mas não é preciso “apertar o botão do controle remoto” todas as vezes: a liberação pode ser programada no próprio biochip, ou no aparelho de controle externo, liberando o paciente da preocupação com os horários.

“Os médicos vão poder ajustar as terapias dos seus pacientes usando uma conexão pela internet ou pelo celular,” prevê o Dr. Farra.

Reação do corpo

O medicamento fica depositado no interior de pequenos furos, cobertos por uma nanocamada de ouro ou de uma liga de platina e titânio.

Essa nanocamada é forte o suficiente para manter o medicamento bem guardado, mas funde-se quando é submetida a uma corrente elétrica, liberando o remédio.

A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa emergente MicroCHIP, que os pesquisadores criaram para comercializar a tecnologia, afirma já estar trabalhando em uma versão para até 400 doses.

O teste foi considerado um sucesso, embora o corpo das pacientes – 7 mulheres entre 65 e 70 anos – tenha desenvolvido uma membrana fibrosa, à base de colágeno, que recobriu todo o biochip implantado.

Aparentemente isto não atrapalhou a liberação da droga teriparatide, padrão no tratamento da osteoporose – o tratamento teve resultados similares aos obtidos com a aplicação do medicamento por injeções.

Fonte: Inovação Tecnológica

Esperança para uma criança portadora de talassemia major

A Talassemia ou t é uma doença hereditária autossômica recessiva que afeta o sangue. Na talassemia, o defeito genético resulta na redução da taxa de síntese de uma das cadeias deglobina que formam a hemoglobina. A redução da síntese de uma das cadeias de globina pode causar a formação de moléculas de hemoglobina anormal, causando anemia - sintoma característico de apresentação da talassemia.

(Imagem: G1)

Mas um procedimento médico inédito pode ajudar a salvar vida de criança em SP. A irmã foi gerada após embrião ser selecionado com base em análise de DNA. As células de cordão umbilical da recém-nascida serão usadas em transplante.

O nascimento de uma menina em São Paulo pode ajudar a salvar a vida da irmã. O bebê foi gerado com a ajuda de um procedimento inédito no Brasil, que selecionou embriões com base em análises de DNA. E as células do cordão umbilical da criança serão usadas em um futuro transplante, informa o Jornal Nacional.

O clima é o de sempre, em torno de um bebê, mas com um gosto especial: a chegada de Maria Clara trouxe esperança de cura para a irmã Maria Vitória, de 5 anos. Ela é portadora de talassemia major.

“Ela faz transfusão a cada 20, 21 dias, mas tem todo o controle de exames que precisam ser feitos”, conta Jenyse Carla, mãe da menina. Eduardo e Jenyse, os pais de Maria Vitória, pensaram em ter mais um filho, sem a doença e que pudesse ser doador em um transplante de medula para Vitória. Descobriram que era possível, por meio de uma reportagem do Jornal Nacional.

Depois de muita pesquisa, o casal se submeteu a uma fertilização in vitro. Células retiradas dos dez embriões foram analisadas. Dois eram compatíveis e um acabou vingando.

“Os outros embriões foram descartados porque eles todos tinham a doença”, diz Jenyse. “Toda novidade, principalmente na área da medicina, em se tratando de reprodução humana, sempre é muito delicado”, afirma Ciro Martinhago, médico geneticista.

“A gente não pode confundir o que é avanço com o que é retrocesso. Eu não tenho dúvida em afirmar que a medicina reprodutiva moderna poder proporcionar a transferência de embriões geneticamente normais e/ou livre de doenças é um tremendo avanço”, destaca Arthur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Essa seleção, ou separação de embriões, como é chamada, ainda gera polêmica, mesmo dentro da classe médica. Envolve questões morais, éticas, religiosas. Em sua busca pelo Brasil, e até no exterior, os pais de Maria Vitória logo se depararam com isso. Mas fizeram uma opção.

“A gente começou a selecionar as pessoas que a gente deveria ouvir e não deveria ouvir”, conta Jenyse. Às vésperas do dia marcado para o parto e a coleta do cordão umbilical, feitos por equipes diferentes, a natureza atropelou o planejamento.

“No final da tarde rompeu a bolsa. E às 20h30 conseguimos fazer esse encontro multidisciplinar para coletar células-tronco e fazer o parto”, relata a médica Poliani Prizmic.

“A gente está muito contente com tudo o que está acontecendo na nossa vida, né? Para a gente, fechou um ciclo, com vitória, com esperança”, diz o pai, Eduardo. A previsão é que o transplante seja feito até o fim do ano.

Esperamos que dê tudo certo para a família e para a ciência ajudar mais pessoas com esta doença.

Fonte: G1

Toyota inventa bengala robótica

Estado de equilíbrio

A Toyota inventou uma bengala robótica que promete ajudar o usuário de forma ativa se ele começar a cair.

O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas. (Imagem: USPTO)

O aparelho, projetado em parceria com engenheiros do Instituto de Tecnologia de Illinois, nos Estados Unidos, também pode ser usado em fisioterapia, durante exercícios de reabilitação.

A bengala possui vários acelerômetros, que detectam seu “estado de equilíbrio” – em termos simples, ela “sabe” quando está de pé ou o quanto está inclinada.

Na extremidade que vai no chão, pequenas rodas de borracha com dois eixos giram em qualquer direção, acionadas por minúsculos motores elétricos – imagine as rodas de uma cadeira de escritório, com a diferença de que o giro no próprio eixo também é motorizado.

Bengala ativa

O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas – quanto mais força o usuário fizer, mais energia vai para os motores.

Se o usuário tender a cair, ele automaticamente apertará a manopla mais fortemente, o que fará as rodas girarem de forma lenta, mas com grande torque, tendendo a reequilibrar o usuário.

Qualquer que seja a direção da queda, os acelerômetros em múltiplos eixos detectarão a direção que as rodas devem ser movidas, com sorte mantendo o usuário de pé.

Como as bengalas robóticas deverão chamar muito a atenção – imagine andar de skate empurrado por uma bengala que “acredita” que você está caindo – a Toyota afirmou que os modelos deverão vir equipados com reconhecimento de digitais.

 Fonte: Inovação Tecnológica

‘Físico do impossível’ fecha a Campus Party com chave de ouro

Michio Kaku, o físico do impossível (Foto: Divulgação)

Michio Kaku, o físico do impossível, começou sua palestra fazendo a plateia cair na gargalhada. Ao ser apresentado como uma das 100 pessoas mais inteligentes de Nova York ele ironizou dizendo que Madonna também está na lista. Segundo ele desse jeito, em 10 anos, Lady Gaga também estará nesta relação. E ele provavelmente está certo. Durante sua apresentação, Kaku falou sobre como será o futuro com naturalidade, afirmando que os cientistas geralmente sabem o que irá acontecer – embora raramente sejam consultados.

Fim dos Computadores

Kaku disse que em questão de alguns anos, os computadores irão desaparecer, e a internet estará em todos os lugares. Ao invés das máquinas, as pessoas usarão lentes de contato contendo informações importantes. Ao interagir com outras, elas terão acesso a informações pessoais. Até encontrar a alma gêmea será mais fácil, pois caminhando pela rua, você poderá identificar pessoas solteiras, por exemplo. Ao conversar com alguém que fala outra língua, haverá tradução simultânea. Computadores serão flexíveis, finos e baratos, como folhas de papel. E você poderá mudar o layout do seu quarto com um simples pedido. “No início a internet era masculina, era usada na guerra. Hoje em dia é feminina, envolve contato, toque.”

DNA Mapeado

Outra revolução que está a caminho é a da medicina. Kaku afirmou que todos teremos o DNA mapeado, e salvo em um CD, como se fosse um manual do dono. Ao sofrer um acidente, estas informações poderão ser acessadas antes mesmo da chegada da ambulância. Será possível prever a probabilidade de um câncer com até 10 anos de antecedência, ou mais, dependendo de onde for a doença. Nanopartículas serão inseridas no corpo do paciente para diagnosticar doenças e até mesmo eliminar células cancerígenas. Novos órgãos, tecidos e sangue poderão ser produzidos a partir das próprias células dos pacientes. Segundo ele, a boa noticia é que viveremos mais; a má, é que não teremos mais segredos.

O que vêm pela frente: Robôs Enfermeiros

É claro que essa longevidade tem seu lado negativo. Mas para isso, países como o Japão já estão pesquisando uma solução: robôs enfermeiros, para assistir populações que estão envelhecendo em nações onde a taxa de natalidade é baixa. Esse robôs poderão ser controlados pela mente, possibilitando seu comando mesmo por tetraplégicos e mudos. O físico também lembrou das limitações dos robôs, que não reconhecem padrões, não podem conversar como humanos e não possuem senso comum. Eles podem cumprir tarefas repetitivas e cumprimentar clientes, mas não têm ideias próprias nem discernimento. Mesmo assim você teme uma revolta de robôs? Segundo kaku, não há necessidade: eles terão um chip que pode ser desligado pelos humanos a qualquer momento. Além disso, robôs jamais tomarão postos de trabalho de humanos: as profissões “de futuro” no futuro serão as intelectuais, criativas, que envolvem conhecimento e ciência, artistas e líderes. Isso, robô nenhum pode substituir.

Fonte: 180 Graus

Observatório no Chile divulga criação do maior telescópio óptico virtual

Quatro instrumentos menores foram integrados em observatório em Paranal.
Unidos, equipamentos equivalem a telescópio com espelho de 130 metros.

Cientistas do Observatório de Monte Paranal, no norte do Chile, anunciaram ter conseguido conectar os sinais emitidos pelos quatro telescópios mais potentes localizados nesse centro astronômico para criar o maior telescópio óptico virtual do mundo.

“No final de semana conseguimos finalizar o processo, depois de quase um ano. Pela primeira vez, pudemos fazer observações científicas através desse novo instrumento, e podemos dizer que já está pronto para ser utilizado” no futuro, disse à AFP Jean-Philippe Berger, astrônomo encarregado do processo.

Conjunto de telescópios no Observatório no Monte Paranal, no Chile. (Foto: ESO)

No Monte Paranal, que fica 2.635 metros acima do nível do mar em pleno Deserto de Atacama, estão quatro grandes telescópios ópticos de 30 metros de altura e com espelhos de 8 metros de diâmetro cada um, que formam o Very Large Telescope (VLT).

Os astrônomos conseguiram conectar os sinais recebidos por eles por meio de uma técnica conhecida como interferometria — conjunto de processos de medição de comprimentos e de índices de refração, ou de análise de superfícies ópticas, baseado na interferência da luz — combinando a luz emitidas pelos quatro para obter uma imagem de maior resolução.

A partir de agora, os cientistas vão poder utilizar quando precisarem esta nova modalidade de observação, que, de uma forma virtual, permitirá contar com um espelho equivalente de 130 metros de diâmetro. Segundo Berger, o resultado final vai melhorar a resolução e a capacidade “zoom” dos aparelhos.

“Poderemos ver a superfície das estrelas, inclusive objetos que nunca haviam sido observados antes, como astros muito jovens ou algumas galáxias”, explicou o astrônomo.

O Observatório de Paranal conta com duas redes de telescópios ópticos: os primeiros têm espelhos de 8 metros de diâmetro; e os segundos, menores, espelhos de 1,8 metro, já unidos mediante a interferometria em outubro de 2010.

A luz combinada proveniente destes sete instrumentos óticos forma o chamado VLT Interferômetro. Segundo Berger, é “muito difícil construir telescópios ópticos de tamanhos maiores” para conseguir visão melhor.

“Trabalhamos por isto durante muito tempo e estamos contentes de poder começar a fazer ciência” com ele, disse Berger.

O VLT do Observatório de Monte Paranal, a 1.100 km de Santiago, perto da cidade chilena de Antofagasta, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo.

O sistema é operado pelo Observatório Europeu Austral (com sigla em inglês ESO), uma organização criada em 1962 integrada por 11 países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Portugal, Suécia e Suíça.

A construção do Observatório de Monte Paranal começou em 1991, depois de sete anos de trabalhos de prospecção. Cerca de 350 mil metros cúbicos de rocha e terra foram removidos do cume desse monte para criar uma plataforma de 20.000 metros quadrados, onde foram instalados os telescópios e o Laboratório de Interferometria.

Por suas boas condições geográficas e climáticas, o Chile abrigará também, a partir de 2018, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), que contará com um espelho de 42 metros de diâmetro e que levará sete anos para ser construído. Seu custo é calculado em 1 bilhão de euros.

Fonte: G1