Novo e exótico planeta aquático é descoberto

Uma nova classe de planetas surgiu: um tipo incomum, que não é rochoso, gasoso ou congelado.

Ilustração artística do planeta orbitando sua estrela (Foto: Divulgação)

O planeta é o GJ 1214b, descoberto em 2009, e agora revelado como super úmido e com atmosfera rica em água. Mas não é um mundo aquático no sentido de oceanos por todo lado: cientistas suspeitam que o interior dele seja preenchido com alguma versão exótica, pressurizada, de H2O líquida, de um modo nunca visto na Terra.

O planeta é apenas 6,5 vezes mais massivo do que a Terra, e cerca de 2,7 vezes maior em diâmetro. Ele circula uma estrela pequena, a cerca de 42 anos-luz de distância de nós.

“É algo muito excitante que não temos em nosso sistema solar”, afirma Lisa Kaltenegger, de Harvard. “E é um quebra-cabeça divertido tentar entender do que a atmosfera daquele planeta é formada”.

Os astrônomos conseguiram os últimos detalhes usando a câmera do Hubble, da NASA. Não é a primeira vez que o GJ 1214b é sondado, mas o novo estudo confirma e melhora algumas observações anteriores.

Conforme o planeta passava pela frente de sua estrela, a equipe conseguiu estudar sua atmosfera através de vários comprimentos de infravermelho, e a partir daí estimar a composição do planeta – um mistério, devido a sua baixa densidade. A atmosfera é composta pelo menos 50% de água e está provavelmente perto da superfície.

No interior, seria algo como grandes moléculas de água ao invés de rochas. Mas não é água nos estados familiares de congelada ou líquida.

“Nós não estamos falando nem de um núcleo congelado com gelo comum ou um oceano de água líquida”, afirma um dos cientistas. “Estamos descobrindo estranhos estados da matéria ao descrever isso”, diz.

Fontes: ScienceNews e Hypescience

O que aconteceria se a Lua desaparecesse?

Veja estas curiosidades

Foi no dia 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do Apollo 11 no solo lunar. Duas horas após a chegada, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua. Até hoje, há quem duvide desse feito dos americanos, mas a verdade é que a Lua sempre despertou curiosidades.

Foto: Getty Images

Como é formada a superfície do único satélite natural da Terra? A Lua influencia no corte de cabelo? Os lobos só uivam para a Lua cheia? O que aconteceria se o nosso satélite desaparecesse? Confira as respostas de especialistas para estas e outras curiosidades.

A Lua influencia no corte de cabelo?

Foto: AFP

Segundo o professor Enos Picazzio, do departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP), não há nenhuma prova científica de que a Lua influencie no corte de cabelo. “Se influenciasse positivamente, evitando queda ou fazendo crescer cabelo, não haveria astrônomos calvos”, brinca o professor.

O dermatologista Paulo Zubaran, especializado em medicina estética e tricologia, explica que esse mito surgiu no passado. “As pessoas formularam o seguinte pensamento: se o corpo humano é constituído por 70% de água, por que não poderia sofrer também a mesma influência que a Lua exerce sobre as marés?”. A associação é errada, pois a influência deste astro sobre as marés é devida à força gravitacional, que, por ser ínfima, só se percebe quando uma massa muito grande – como os oceanos – está envolvida. Conclusão: independentemente do dia em que você corte, seu cabelo seguirá crescendo cerca de 1 cm por mês.

Como a Lua influencia nas marés?

Foto: Getty Images

Com a sua força gravitacional, a Lua “puxa” os oceanos em sua direção. Essa força tem a ver com a massa dos corpos e a distância entre eles. Quanto maior e mais perto, maior a força. O Sol também afeta as marés, mas menos, já que está mais longe da Terra do que a Lua. As marés mais altas ocorrem quando Sol e Lua estão do mesmo lado da Terra, somando as suas forças.

Do que é feita a superfície da Lua?

Foto: AFP

A superfície lunar é basicamente constituída de rocha e recoberta por poeira fina. Os continentes são as regiões claras e brilhantes, que podem ser vistas a olho nu da Terra. Segundo o professor Enos Picazzio, da USP, eles são compostos essencialmente de rochas ricas em silicatos e são bastante acidentados, com depressões, enrugamentos e crateras de impacto.

Já os mares, que não possuem água, são regiões mais escuras e planas, ricas em basalto (rocha resultante de vulcanismo ocorrido no passado, já que, atualmente não há vulcanismo na Lua).

Os lobos só uivam para a Lua cheia?

Foto: Getty Images

Não, os lobos não uivam para a Lua. Aparentemente, o motivo para fazermos essa associação, destaca Carlos Camargo Alberts, professor de Zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é porque eles ficam mais ativos durante a Lua cheia. “Essa maior atividade, no entanto, não tem a ver com a caçada, já que na luminosidade mais intensa da Lua cheia, as presas do lobo podem percebê-los mais cedo”, explica. Portanto, a Lua cheia acaba sendo um período de fome para os lobos e a maioria dos outros predadores noturnos.

Entre outras motivações, os lobos uivam para renovar os laços sociais dentro da alcateia. “Quando um lobo começa a uivar, outros membros do grupo se aproximam”, observa Alberts. Outra função do uivo é usá-lo para reencontrar o bando por meio do som.

Por que, às vezes, a Lua aparece de dia?

Foto: Getty Images

Como a Lua não tem luz própria, só a vemos quando está iluminada pelo Sol. Conforme ela se move ao redor da Terra, vai ficando mais ou menos iluminada para nós. É o que chamamos de fases da Lua, explica a professora do departamento de Astronomia da UFRGS. A fase em que mais vemos nosso satélite durante o dia é na quarto-crescente, quando 50% da sua superfície está iluminada para quem a vê da Terra. Neste período, ela nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite. Na fase nova, ela também fica suas 12 horas acima do horizonte durante o dia (das 6h às 18h). Contudo, como neste momento a posição da Lua é entre o Sol e a Terra, sua face voltada para o planeta não está iluminada, portanto, não a vemos, nem à noite nem de dia.

Na fase cheia, a Lua nasce quando o Sol se põe, por volta das 18h, ou seja, já está anoitecendo quando ela surge no horizonte. No início desta fase, a Lua se põe às 6h. “A cada dia a Lua nasce 48 minutos mais tarde. Uma semana depois da cheia, quando chega na fase quarto-minguante, ela nasce mais ou menos à meia-noite. Quando o sol estiver nascendo, ela ainda vai estar no céu, e a gente vai poder vê-la até meio-dia”, esclarece a professora.

O que é um eclipse lunar?

Foto: AFP

É um fenômeno que ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, e esta última é encoberta total ou parcialmente pela sombra do nosso planeta. Isso ocorre apenas na fase de Lua cheia e quando Lua, Terra e Sol estão quase alinhados, explica o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP).

O que aconteceria se a Lua desaparecesse?

Foto: AFP

Dentre as possíveis consequências, o professor Enos Picazzio destaca duas: mudanças climáticas e no ecossistema marinho. “As estações sazonais são consequência da inclinação do eixo de rotação da Terra. Se essa inclinação variar, o ciclo sazonal muda, alterando as zonas climáticas e provocando longos períodos de glaciação nos hemisférios”, explica. Como a Lua influencia as marés, seu desaparecimento afetaria a vida marinha.

“A circulação de correntes marinhas arrasta pequenos organismos vivos, como o plâncton, fundamentais na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos”, afirma o professor.

A lua da Terra tem um nome próprio, como as luas de outros planetas?

Foto: Nasa

O nome próprio do satélite da Terra é Lua, por isso deve ser escrito em maiúsculo. Segundo o professor Enos Picazzio, tornou-se comum usar “lua” como sinônimo de satélite natural, mas isso deve ser evitado. “Muitos fazem essa associação, mas é bom evitar. Imagine alguém ouvindo a frase ‘a lua da Terra é a Lua’. Parece declaração de doido! Para uma criança, isso é grave porque ela vai se confundir”, comenta o professor do Departamento de Astronomia do IGA-USP.

Quanto maior a massa do planeta, maior será sua família de satélites. Enquanto a Terra tem apenas um satélite natural, Mercúrio e Vênus não têm nenhum. Marte tem dois: Fobos e Deimos. Já Júpiter tem 63, sendo que o maior é Ganímedes (que é maior que o planeta Mercúrio).

A Lua pode ser vista de outros planetas?

Foto: Getty Images

Sim, mas de acordo com o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do IGA-USP, de Marte em diante, é necessário o uso de telescópio. De Mercúrio e Vênus é possível vê-la a olho nu.

Por que o homem não voltou mais para a Lua?

Foram seis missões de pouso na Lua, todas do programa americano Apollo (Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17), que durou de 1968 a 1972. Desde então, optou-se por enviar sondas espaciais. “Além de serem mais baratas e evitarem risco de vida humana, as sondas permitem a observação global do satélite”, explica o professor Enos Picazzio.

Foto: Divulgação

Foi em 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do módulo lunar da Apollo 11, batizado de Eagle, no solo de nosso satélite. Duas horas após o pouso, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua, seguido por seu companheiro Edwin Aldrin. Posteriormente, outros 10 astronautas pisaram na Lua.

Interessante, não é?

Fonte: Portal Terra

Por pimpaobrinquedos Postado em Espaço

Tratamento mata o câncer sem efeitos colaterais

Técnica usa luz infravermelha para eliminar os tumores sem afetar as células sadias do organismo.

Foto: Divulgação

Além de difícil, tratar o câncer também é sofrido: as sessões de quimioterapia e radioterapia têm efeitos colaterais fortes. Mas e se a pessoa pudesse ir ao hospital, tomar uma injeção inofensiva, receber uma aplicação de luz e voltar para casa curada, sem efeitos adversos? Parece até mágica, mas está se tornando realidade. Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA desenvolveram uma nova técnica, a fotoimunoterapia, que utiliza raios de luz infravermelha (invisível a olho nu) para destruir tumores.

Funciona assim. Primeiro o paciente recebe uma injeção com versões modificadas dos anticorpos HER2, EGFR ou PSMA, que têm a capacidade de “grudar” nas células cancerosas. Sozinhos, eles não fazem nada contra o tumor. Só que esses anticorpos são turbinados com uma molécula chamada IR700 – é a microbomba que irá destruir o câncer. Em seguida, o paciente recebe raios infravermelhos emitidos por uma máquina. Eles penetram no corpo e chegam até a IR700, que é ativada e libera uma substância que ataca a célula cancerosa. Ou seja: é como se fosse uma microquimioterapia, que só mata o tumor e não afeta as células sadias.

Testes em camundongos de laboratório tiveram resultados animadores: o tratamento se mostrou eficaz contra tumores de mama, pulmão, pâncreas, cólon e próstata. “Acreditamos que esse método tenha potencial para substituir vários tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgia”, diz Hisataka Kobayashi, líder do estudo.

Fonte: Super Abril

Chip-farmácia

Biochip implantável libera medicamentos automaticamente

A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa afirma trabalhar em uma versão para 400 doses. (Imagem: Farra et al./Science/AAAS)

Pacientes com osteoporose logo poderão trocar as injeções diárias por um biochip implantável.

Essa verdadeira “farmácia em um chip” libera os medicamentos por meio de um controle remoto externo, ou de forma programada.

O primeiro teste em humanos do biochip implantável e controlado remotamente foi realizado com sucesso na Dinamarca.

“Os pacientes não vão mais precisar se lembrar de tomar os medicamentos, e não vão mais passar pela dor de tomar múltiplas injeções,” afirmou o Dr. Robert Farra, do MIT, que desenvolveu a tecnologia com colegas de várias outras universidades.

Apesar de ter sido testado em pacientes com osteoporose, o aparelho poderá ser usado também em outras doenças crônicas, como esclerose múltiplas, doenças cardíacas ou mesmo câncer.

Medicamento automatizado

Ao contrário da maioria dos outros dispositivos de aplicação automática de medicamentos, que liberam pequenas doses continuamente ao longo do tempo, o biochip libera o remédio quando recebe o comando do sistema de controle externo, que opera sem fios.

O corpo das pacientes desenvolveu uma membrana que recobriu todo o biochip implantado. Mesmo assim, os resultados foram positivos. (Imagem: M. Scott Brauer/MIT)

Ao receber o comando, o implante libera rapidamente o medicamento na corrente sanguínea.

Mas não é preciso “apertar o botão do controle remoto” todas as vezes: a liberação pode ser programada no próprio biochip, ou no aparelho de controle externo, liberando o paciente da preocupação com os horários.

“Os médicos vão poder ajustar as terapias dos seus pacientes usando uma conexão pela internet ou pelo celular,” prevê o Dr. Farra.

Reação do corpo

O medicamento fica depositado no interior de pequenos furos, cobertos por uma nanocamada de ouro ou de uma liga de platina e titânio.

Essa nanocamada é forte o suficiente para manter o medicamento bem guardado, mas funde-se quando é submetida a uma corrente elétrica, liberando o remédio.

A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa emergente MicroCHIP, que os pesquisadores criaram para comercializar a tecnologia, afirma já estar trabalhando em uma versão para até 400 doses.

O teste foi considerado um sucesso, embora o corpo das pacientes – 7 mulheres entre 65 e 70 anos – tenha desenvolvido uma membrana fibrosa, à base de colágeno, que recobriu todo o biochip implantado.

Aparentemente isto não atrapalhou a liberação da droga teriparatide, padrão no tratamento da osteoporose – o tratamento teve resultados similares aos obtidos com a aplicação do medicamento por injeções.

Fonte: Inovação Tecnológica

Esperança para uma criança portadora de talassemia major

A Talassemia ou t é uma doença hereditária autossômica recessiva que afeta o sangue. Na talassemia, o defeito genético resulta na redução da taxa de síntese de uma das cadeias deglobina que formam a hemoglobina. A redução da síntese de uma das cadeias de globina pode causar a formação de moléculas de hemoglobina anormal, causando anemia - sintoma característico de apresentação da talassemia.

(Imagem: G1)

Mas um procedimento médico inédito pode ajudar a salvar vida de criança em SP. A irmã foi gerada após embrião ser selecionado com base em análise de DNA. As células de cordão umbilical da recém-nascida serão usadas em transplante.

O nascimento de uma menina em São Paulo pode ajudar a salvar a vida da irmã. O bebê foi gerado com a ajuda de um procedimento inédito no Brasil, que selecionou embriões com base em análises de DNA. E as células do cordão umbilical da criança serão usadas em um futuro transplante, informa o Jornal Nacional.

O clima é o de sempre, em torno de um bebê, mas com um gosto especial: a chegada de Maria Clara trouxe esperança de cura para a irmã Maria Vitória, de 5 anos. Ela é portadora de talassemia major.

“Ela faz transfusão a cada 20, 21 dias, mas tem todo o controle de exames que precisam ser feitos”, conta Jenyse Carla, mãe da menina. Eduardo e Jenyse, os pais de Maria Vitória, pensaram em ter mais um filho, sem a doença e que pudesse ser doador em um transplante de medula para Vitória. Descobriram que era possível, por meio de uma reportagem do Jornal Nacional.

Depois de muita pesquisa, o casal se submeteu a uma fertilização in vitro. Células retiradas dos dez embriões foram analisadas. Dois eram compatíveis e um acabou vingando.

“Os outros embriões foram descartados porque eles todos tinham a doença”, diz Jenyse. “Toda novidade, principalmente na área da medicina, em se tratando de reprodução humana, sempre é muito delicado”, afirma Ciro Martinhago, médico geneticista.

“A gente não pode confundir o que é avanço com o que é retrocesso. Eu não tenho dúvida em afirmar que a medicina reprodutiva moderna poder proporcionar a transferência de embriões geneticamente normais e/ou livre de doenças é um tremendo avanço”, destaca Arthur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Essa seleção, ou separação de embriões, como é chamada, ainda gera polêmica, mesmo dentro da classe médica. Envolve questões morais, éticas, religiosas. Em sua busca pelo Brasil, e até no exterior, os pais de Maria Vitória logo se depararam com isso. Mas fizeram uma opção.

“A gente começou a selecionar as pessoas que a gente deveria ouvir e não deveria ouvir”, conta Jenyse. Às vésperas do dia marcado para o parto e a coleta do cordão umbilical, feitos por equipes diferentes, a natureza atropelou o planejamento.

“No final da tarde rompeu a bolsa. E às 20h30 conseguimos fazer esse encontro multidisciplinar para coletar células-tronco e fazer o parto”, relata a médica Poliani Prizmic.

“A gente está muito contente com tudo o que está acontecendo na nossa vida, né? Para a gente, fechou um ciclo, com vitória, com esperança”, diz o pai, Eduardo. A previsão é que o transplante seja feito até o fim do ano.

Esperamos que dê tudo certo para a família e para a ciência ajudar mais pessoas com esta doença.

Fonte: G1

Toyota inventa bengala robótica

Estado de equilíbrio

A Toyota inventou uma bengala robótica que promete ajudar o usuário de forma ativa se ele começar a cair.

O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas. (Imagem: USPTO)

O aparelho, projetado em parceria com engenheiros do Instituto de Tecnologia de Illinois, nos Estados Unidos, também pode ser usado em fisioterapia, durante exercícios de reabilitação.

A bengala possui vários acelerômetros, que detectam seu “estado de equilíbrio” – em termos simples, ela “sabe” quando está de pé ou o quanto está inclinada.

Na extremidade que vai no chão, pequenas rodas de borracha com dois eixos giram em qualquer direção, acionadas por minúsculos motores elétricos – imagine as rodas de uma cadeira de escritório, com a diferença de que o giro no próprio eixo também é motorizado.

Bengala ativa

O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas – quanto mais força o usuário fizer, mais energia vai para os motores.

Se o usuário tender a cair, ele automaticamente apertará a manopla mais fortemente, o que fará as rodas girarem de forma lenta, mas com grande torque, tendendo a reequilibrar o usuário.

Qualquer que seja a direção da queda, os acelerômetros em múltiplos eixos detectarão a direção que as rodas devem ser movidas, com sorte mantendo o usuário de pé.

Como as bengalas robóticas deverão chamar muito a atenção – imagine andar de skate empurrado por uma bengala que “acredita” que você está caindo – a Toyota afirmou que os modelos deverão vir equipados com reconhecimento de digitais.

 Fonte: Inovação Tecnológica

‘Físico do impossível’ fecha a Campus Party com chave de ouro

Michio Kaku, o físico do impossível (Foto: Divulgação)

Michio Kaku, o físico do impossível, começou sua palestra fazendo a plateia cair na gargalhada. Ao ser apresentado como uma das 100 pessoas mais inteligentes de Nova York ele ironizou dizendo que Madonna também está na lista. Segundo ele desse jeito, em 10 anos, Lady Gaga também estará nesta relação. E ele provavelmente está certo. Durante sua apresentação, Kaku falou sobre como será o futuro com naturalidade, afirmando que os cientistas geralmente sabem o que irá acontecer – embora raramente sejam consultados.

Fim dos Computadores

Kaku disse que em questão de alguns anos, os computadores irão desaparecer, e a internet estará em todos os lugares. Ao invés das máquinas, as pessoas usarão lentes de contato contendo informações importantes. Ao interagir com outras, elas terão acesso a informações pessoais. Até encontrar a alma gêmea será mais fácil, pois caminhando pela rua, você poderá identificar pessoas solteiras, por exemplo. Ao conversar com alguém que fala outra língua, haverá tradução simultânea. Computadores serão flexíveis, finos e baratos, como folhas de papel. E você poderá mudar o layout do seu quarto com um simples pedido. “No início a internet era masculina, era usada na guerra. Hoje em dia é feminina, envolve contato, toque.”

DNA Mapeado

Outra revolução que está a caminho é a da medicina. Kaku afirmou que todos teremos o DNA mapeado, e salvo em um CD, como se fosse um manual do dono. Ao sofrer um acidente, estas informações poderão ser acessadas antes mesmo da chegada da ambulância. Será possível prever a probabilidade de um câncer com até 10 anos de antecedência, ou mais, dependendo de onde for a doença. Nanopartículas serão inseridas no corpo do paciente para diagnosticar doenças e até mesmo eliminar células cancerígenas. Novos órgãos, tecidos e sangue poderão ser produzidos a partir das próprias células dos pacientes. Segundo ele, a boa noticia é que viveremos mais; a má, é que não teremos mais segredos.

O que vêm pela frente: Robôs Enfermeiros

É claro que essa longevidade tem seu lado negativo. Mas para isso, países como o Japão já estão pesquisando uma solução: robôs enfermeiros, para assistir populações que estão envelhecendo em nações onde a taxa de natalidade é baixa. Esse robôs poderão ser controlados pela mente, possibilitando seu comando mesmo por tetraplégicos e mudos. O físico também lembrou das limitações dos robôs, que não reconhecem padrões, não podem conversar como humanos e não possuem senso comum. Eles podem cumprir tarefas repetitivas e cumprimentar clientes, mas não têm ideias próprias nem discernimento. Mesmo assim você teme uma revolta de robôs? Segundo kaku, não há necessidade: eles terão um chip que pode ser desligado pelos humanos a qualquer momento. Além disso, robôs jamais tomarão postos de trabalho de humanos: as profissões “de futuro” no futuro serão as intelectuais, criativas, que envolvem conhecimento e ciência, artistas e líderes. Isso, robô nenhum pode substituir.

Fonte: 180 Graus

Observatório no Chile divulga criação do maior telescópio óptico virtual

Quatro instrumentos menores foram integrados em observatório em Paranal.
Unidos, equipamentos equivalem a telescópio com espelho de 130 metros.

Cientistas do Observatório de Monte Paranal, no norte do Chile, anunciaram ter conseguido conectar os sinais emitidos pelos quatro telescópios mais potentes localizados nesse centro astronômico para criar o maior telescópio óptico virtual do mundo.

“No final de semana conseguimos finalizar o processo, depois de quase um ano. Pela primeira vez, pudemos fazer observações científicas através desse novo instrumento, e podemos dizer que já está pronto para ser utilizado” no futuro, disse à AFP Jean-Philippe Berger, astrônomo encarregado do processo.

Conjunto de telescópios no Observatório no Monte Paranal, no Chile. (Foto: ESO)

No Monte Paranal, que fica 2.635 metros acima do nível do mar em pleno Deserto de Atacama, estão quatro grandes telescópios ópticos de 30 metros de altura e com espelhos de 8 metros de diâmetro cada um, que formam o Very Large Telescope (VLT).

Os astrônomos conseguiram conectar os sinais recebidos por eles por meio de uma técnica conhecida como interferometria — conjunto de processos de medição de comprimentos e de índices de refração, ou de análise de superfícies ópticas, baseado na interferência da luz — combinando a luz emitidas pelos quatro para obter uma imagem de maior resolução.

A partir de agora, os cientistas vão poder utilizar quando precisarem esta nova modalidade de observação, que, de uma forma virtual, permitirá contar com um espelho equivalente de 130 metros de diâmetro. Segundo Berger, o resultado final vai melhorar a resolução e a capacidade “zoom” dos aparelhos.

“Poderemos ver a superfície das estrelas, inclusive objetos que nunca haviam sido observados antes, como astros muito jovens ou algumas galáxias”, explicou o astrônomo.

O Observatório de Paranal conta com duas redes de telescópios ópticos: os primeiros têm espelhos de 8 metros de diâmetro; e os segundos, menores, espelhos de 1,8 metro, já unidos mediante a interferometria em outubro de 2010.

A luz combinada proveniente destes sete instrumentos óticos forma o chamado VLT Interferômetro. Segundo Berger, é “muito difícil construir telescópios ópticos de tamanhos maiores” para conseguir visão melhor.

“Trabalhamos por isto durante muito tempo e estamos contentes de poder começar a fazer ciência” com ele, disse Berger.

O VLT do Observatório de Monte Paranal, a 1.100 km de Santiago, perto da cidade chilena de Antofagasta, é considerado o instrumento óptico mais avançado do mundo.

O sistema é operado pelo Observatório Europeu Austral (com sigla em inglês ESO), uma organização criada em 1962 integrada por 11 países: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Portugal, Suécia e Suíça.

A construção do Observatório de Monte Paranal começou em 1991, depois de sete anos de trabalhos de prospecção. Cerca de 350 mil metros cúbicos de rocha e terra foram removidos do cume desse monte para criar uma plataforma de 20.000 metros quadrados, onde foram instalados os telescópios e o Laboratório de Interferometria.

Por suas boas condições geográficas e climáticas, o Chile abrigará também, a partir de 2018, o E-ELT (European Extremely Large Telescope), que contará com um espelho de 42 metros de diâmetro e que levará sete anos para ser construído. Seu custo é calculado em 1 bilhão de euros.

Fonte: G1

Nasa quer desenvolver ‘táxis’ para visitas à Estação Espacial

Agência poderá investir até US$ 500 milhões em cada empresa escolhida.
Atualmente, transporte de astronautas norte-americanos é feito pela Rússia.

Cartaz mostra empresas que participam do Programa de Tripulação Comercial da Nasa. (Foto: Nasa)

A Nasa espera que pelo menos duas empresas norte-americanas projetem e fabriquem táxis espaciais para levar e trazer astronautas no trajeto entre a Terra e a Estação Espacial Internacional, disseram gerentes do programa na terça-feira (7).

A Nasa planeja investir US$ 300 a 500 milhões em cada uma das firmas selecionadas sob uma parceria prevista para durar 21 meses, disse Ed Mango, gerente do programa de Tripulação Comercial da Nasa, em um evento no Centro Espacial Kennedy, no mesmo dia da oficialização da iniciativa.

O novo programa incrementa investimentos anteriores da agência espacial norte-americana em firmas voltadas para a construção de naves. Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais dos EUA, no ano passado, a Rússia passou a ter o monopólio no transporte de tripulantes da Estação. A China, único outro país a manter voos espaciais tripulados, não participa do projeto do laboratório orbital.

A Rússia cobra da Nasa cerca de 60 milhões de dólares por tripulante transportado até a estação, que orbita a Terra a cerca de 385 quilômetros da altura, e recebe seis tripulantes por vez – dos EUA, Rússia, Europa, Japão e Canadá.

As firmas que ganharem a concorrência terão até maio de 2014 para concluir os projetos, e se as verbas permitirem a intenção é testar as naves até meados da década, segundo Mango.

No voo de demonstração, a nave, com capacidade para pelo menos quatro astronautas, deve ser capaz de alcançar uma altitude de pelo menos 370 quilômetros, manobrando no espaço e permanecendo em órbita por pelo menos três dias, segundo o executivo.

Desde 2010, a Nasa já investiu US$ 365,5 milhões em empresas privadas, sendo US$ 130,9 milhões na Boeing, US$ 125,6 milhões na Sierra Nevada Corp. e US$ 75 milhões na SpaceX.

A Boeing está desenvolvendo uma cápsula chamada CST-100, que voaria a bordo do foguete Atlas 5. A SpaceX, já escolhida pela Nasa para levar cargas à Estação Espacial, pretende modernizar sua nave cargueira Dragon e o foguete Falcon 9, para que também possam voar com tripulantes.

A Sierra Nevada está desenvolvendo um veículo alado chamado Dream Chaser, que parece um ônibus espacial em miniatura. Assim como a nave da Boeing, essa também seria lançada com o Atlas 5, que é fabricado e vendido pela United Launch Alliance, joint-venture da Boeing e Lockheed Martin.

A Nasa tem US$ 406 milhões de dólares para gastar em novos programas para voos comerciais tripulados no ano fiscal que começa em 1O de outubro. Mango disse que cerca de três quartos da verba estão disponíveis para a próxima fase do programa, e que os escolhidos devem ser anunciados em julho ou agosto.

A agência espacial dos EUA espera que seus astronautas possam usar os voos comerciais a partir de 2017, aproximadamente.

Fonte: G1

Satélite revela novas provas sobre existência de oceano em Marte

A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou nesta segunda-feira (6) que seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda continua sendo objeto de controvérsia.

Dados enviados pela sonda da Agência Espacial Europeia Mars Express trazem fortes evidências de que parte de Marte já foi coberta por um oceano, como mostra esta ilustração. Seu radar, Marsis, detectou sedimentos que se parecem com os resquícios de um fundo de mar na subsuperfície do planeta (Foto: ESA, C. Carreau)

  O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram que os especialistas descobrissem que as planícies do hemisfério norte estão cobertas por um material de baixa densidade.

Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe “uma nova e sólida prova de que em outros tempos houve um oceano nessa área”.

O fato de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.

A certeza sobre a formação dessa massa de água continua sendo vaga, mas acredita-se que pôde ter sido originada há 4 bilhões de anos, quando esse planeta apresentava condições meteorológicas mais ameno, ou há 3 bilhões, quando a camada de gelo da superfície se fundiu após um grande impacto.

O chefe da equipe da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou aproximadamente entre 60 e 80 metros sob a superfície desse planeta, onde recolheu provas de material sedimentário e de gelo.

Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida, e asseguram que para encontrar provas da mesma terão que partir para épocas anteriores da história desse planeta.

Este novo estudo, no entanto, marca um ponto de inflexão porque até o momento os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte procediam do estudo de imagens ou de informação mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.

Ao mesmo tempo, suas conclusões abrem novas dúvidas sobre o paradeiro de toda essa quantidade de água e, por isso, esse satélite continuará atividades.

Fonte: Uol Notícias